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Carlos Augusto
 

Carlos Augusto é separado da sua esposa e vive junto com os seus dois filhos e seu pai em Cocotá, um bairro da classe media no norte do Rio. Apesar de ter completado o segundo grau ele não conseguiu achar um emprego formal que pudesse sustentar os seus dois filhos.

Ele chegou a vender em ônibus através do seu vizinho que deste jeito ganhava uma renda razoável. Até o final da decada de 90, Carlos Augusto também ganhava muito bem por causa da moeda nacional forte e junto a isso preços baratos e poder aquisitivo alto. Ele até podia mandar seus filhos para uma escola particular. Com a desvalorização do Real e o aumento do número de ambulantes nos ônibus seus lucros baixaram enormemente. Além disso muitas empresas de ônibus proibiram aos motororistas a deixarem os camêlos entrarem. Carlos Augusto era temporáriamente obrigado de botar os seus filhos em uma escola pública. Hoje a sua ex-exposa paga a escolha particular para as crianças.

 
 

A família do Carlos Augusto no almoço

A mercadoria a qual Carlos Augusto oferece aos passageiros dos ônibus, em geral pastilhas de eucalipto, ele compra nas lojas de doces atrás da estação central (Central do Brasil). La por perto, em uma praçinha, ele prepara a sua mercadoria para a venda e espera depois em uma das ruas principais do Rio de Janeiro, a Avenida Getúlio Vargas, que um motororista o deixa embarcar. Depois de apresentar a sua mercadoria e vendé-la no ônibus ele logo desembarca e espera o próximo que o deixa entrar. Carlos Augusto trabalha hoje em dia na rota Centro-Praia do Flamengo-Praia de Botafogo (veja >>> mapa interativo)